Caros leitores, colaboradores e admiradores da Revista Goma,
Não dá mais para segurar.
Mesmo correndo riscos, sentimos que é nossa obrigação esclarecer para todos os nossos leitores, clientes, parceiros, amigos e colaboradores o que ocorreu e está ocorrendo com a Goma, em função do Madame Satã Fest . Não fizemos isto antes porque ainda tínhamos esperança de que tudo seria resolvido com respeito e integridade. E, embora ainda tenhamos esperança de que isto possa ocorrer, não podemos mais adiar este esclarecimento.
No início de maio de 2009, a Revista Goma foi procurada pelos senhores Maurício Penteado (dono do Madame Satã), Gonçalo Vinha (dono da loja Intergroove localizada na Galeria Ouro Fino e integrante do projeto Oil Filter), Ricardo Wolff (promotor de eventos) e Fernando Pherro (promotor da festa Fetish for Fun), que informaram que haviam se associado para realizar um festival de música em comemoração aos 25 anos do MS e queriam contratar a Revista Goma para realizar alguns serviços bem específicos:
- Desenvolvimento do formato da festa
- Direção Artística de 3 pistas do evento, que envolveu a escolha de nomes de 21 artistas que se apresentariam nessas pistas;
- Comunicação do evento, que envolveu a criação da identidade visual do Madame Satã Fest, assim como desenvolvimento de site, flyers, cartazes, banners, email-marketings, adesivos e contato com assessorias de imprensa.
- Captação de recursos, por meio da venda de cotas de patrocínio.
Como profissionais de música vimos uma oportunidade ímpar de participar de um projeto que ligava gerações e vibrações tão distintas. E nos jogamos de cabeça no projeto. Durante 3 meses trabalhamos exaustivamente, sem remuneração alguma, deixando em segundo plano até mesmo nossa paixão maior que é a música, nossa revista e nosso site.
Com a surpreendente decisão da organização de adiar a realização do evento para o dia 3 de outubro, não nos sentimos mais em condições de continuar trabalhando para o evento. Abrimos mão do trabalho, comunicamos isto aos senhores que nos contrataram e a partir daí engrossamos a imensa fila dos prejudicados: os que compraram ingressos de um evento que não existe mais e os que, como nós da Goma, trabalharam e não receberam nada. Nós sabemos que existem outras empresas que prestaram serviços ao festival que também não foram remuneradas, e não demorará muito para que a calmaria e total despreocupação da organização do evento se torne uma tormenta de proporções absurdas.
Hoje, às vésperas dia 03 de outubro, temos absoluta certeza de que o Festival não será realizado e até hoje não houve sequer um gesto dos responsáveis para ressarcir quem comprou ingressos e para remunerar as inúmeras pessoas e empresas que trabalharam prestando serviços para o Festival.
Por causa dos compromissos assumidos para este evento, a Revista Goma vive hoje seu momento mais difícil – não apenas pelo risco de um colapso financeiro, mas principalmente pela ameaça de ver comprometido todo o trabalho realizado nestes 2 anos de vida e a relação de qualidade e respeito que construímos com nossos públicos. E isso nos dói muito. Pedimos sinceras desculpas.
Esta não é uma história simples e terá desdobramentos. Portanto, assim que tivermos noticias informaremos. O nosso público merece esclarecimentos, e merece também que a Goma sobreviva mesmo após esse duro golpe. Estamos do lado de vocês que se sentem lesados e nos dispomos para ajudar nessa situação.
Muito obrigado pela atenção e se for possível, torçam por nós.
Equipe Goma