Chegamos ao local combinado com a assessoria da Deck uns dez minutos antes do horário marcado. Um jornalista (do Terra?) saia da sala onde se encontravam o vocalista Beto Bruno e o guitarrista Marcelo Gross e se despedia dizendo "acho que ficou legal, o Beto é bom de aspas". Bem, nem preciso dizer que isso só reforçou a minha vontade de largar a cartilha jornalística na porta e lançar um foda-se para as aspas. Por isso e como sempre, você vai ler essa entrevista mais como uma conversa curiosa sobre música e "Cinema" o novo álbum da banda, do que um entrevista-resenha do álbum. Se quiser mais, dá uma circulada nos maiores portais de música por aí (YES, you can!) tem uma infinidade de coisas legais sobre o assunto.
O resultado foi esse: Beto e Marcelo falando o que os incomoda no modo como ouvimos/sentimos/curtimos música hoje, as mulheres que merecem uma "homenagem" no rock e a vontade da banda de lançar remix dos seus sons por conta do Peu, aqui da Goma. Espero que gostem, é só apertar o play aí embaixo e ler =)
Cachorro Grande - O Tempo Parou
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Estefani: Além da gravação analógica, de poder mostrar outros lados da banda o que vocês mais curtiram fazer nesse álbum? Beto: A gente gostou de trabalhar as músicas sem pressa, uma por dia. Gravamos uma parte em Porto Alegre e depois mais três dias no Rio de Janeiro. Conseguimos dar um tratamento especial para cada música e isso foi o que a gente mais curtiu. Isso ressaltou e fez com que cada uma soasse de uma maneira diferente dos outros discos e remetendo a outras sonoridades. Tipo o álbum branco dos Beatles (pelo o amor de Deus, não vá entender mal), mas cada música é uma música. Aquele disco do Led Zeppelin "Houses Of The Holy" ou no "Jardim Elétrico" dos Mutantes, cada música é uma música. E eu curto muito isso. Não é dar tiro para todo lado, é gostar de muitas coisas. E o legal é que no fim tudo acabou soando Cachorro Grande.
Estefani: Quanto a essa temática cinematográfica, o lance do efeito das gaivotas, o barulho do disco arranhando entre outras coisas. Vocês já haviam planejado? Já tinham essas idéias, ou rolou a inspiração na hora? Beto: Essa parte das gaivotas era para lembrar o "Amarcord" do Fellini. A gente já tinha pensado nisso nas primeiras demos, numa fita caseira. O resto da sonoplastia, um ventinho aqui, um barulhinho ali a gente foi fazendo e achou que tinha cara de cinema, o Marcelo queria que o álbum tivesse esse nome desde o começo e nos últimos dias de ensaio ele estava meio (fazendo sinal de bebida) no estúdio e disse "vai ser Cinema" e foi Cinema. Pronto. Todo mundo amou a ideia, daí pedimos pro Cisco Vasques fazer a imagem da capa e fechamos.
teco | 15 JUL @ 22:30
huaahuahuahuaha o cara batia punheta pra mina do pretenders
coletivoACTION | 16 JUL @ 02:16
pô, primeira entrevista que vejo dos caras que as perguntas saem do tradicional. até achei que eles iam citar alguma coisa de madchester, mas FAIL haha