Sendo considerados pela mídia especializada como a melhor coisa a sair de Curitiba depois do planejamento urbano, o
Copacabana Club é uma jovem banda que está se propagando mais rápido que gripe aviária pela blogosfera mundial. Eles estão fazendo um trabalho classe A, lançaram recentemente um EP que você pode baixar gratuitamente
aqui além de um vídeo que impressionou até o
trendwatcher de queixo costurado Kanye West. A
ever-so-lovely vocalista Caca V, o baixista Tile Douglas e a baterista Claudinha responderam algumas perguntinhas para a público Goma. Confira o resultado abaixo:
Vocês são de Curitiba, uma cena que anda produzindo algumas bandas interessantes, mas não tem uma tradição. Como foi o processo de surgimento da banda e como que ser uma banda de Curitiba influenciou o som de vocês?
Caca V: Todos os integrantes, exceto por mim já tiveram outras bandas. O Luli, Alec e Tile tocaram juntos no ESS. O Luli e a Claudinha tocaram juntos no Autobahn, uma banda que compunha letras em alemão. A Claudinha teve duas outras bandas, o Constanza e o White Strippers (cover). E antes disso acho que os meninos já tiveram muitas outras bandas e projetos paralelos. O Tile e o Alec ainda dividem o Copa com o Our Gang, junto com o André Sakr. Eles fazem um som mais eletrônico. E de todas essas bandas nenhuma fazia um som nem um pouco parecido entre si. Curitiba tem fases de muitas bandas, e de poucas. Agora é uma fase com muitas bandas. Mas eu não sinto isso me influenciando mais ou menos, mesmo indo aos shows.

Tile Douglas: A banda surgiu de uma idéia de amigos para mudar essa tradição. Ser daqui não me influenciou em nada, para ser bem franco...
Claudinha: acho que Curitiba apesar de não ter muita tradição teve diversas fases com ótimas bandas. Os anos 90 foram uma fase semelhante a essa fase de agora, com músicos daqui recebendo alguma atenção da mídia de outros lugares do Brasil e com a sensação de que havia um grupo de bandas interessantes (embora com influências e estilos muito variados) se formando. Durante muito tempo freqüentei shows de bandas locais e fui realmente fã de algumas dessas bandas como Mosha e Woyzeck. Acho que isso foi determinante para que eu decidisse aprender um instrumento e entrar numa banda, essa sensação de que aqui também acontecem coisas legais. Você pode não ter tradição e muitas vezes o reconhecimento que gostaria, mas sem dúvida alguma vai se divertir.
Vocês fazem uma mistura de Synth Pop e New wave que anda muito em voga no momento. Quanto disso é influência dos anos oitenta propriamente ditos e quanto disso é por conta desse revival recente de bandas como Ladyhawke, Cut Copy e New Young Pony Club?
Caca V: As influências de cada membro da banda são bem diferentes. Um gosta mais de rock, outro de pop, outro de punk, outro de bossa nova. Quando começamos a compor nunca pensamos em seguir um estilo. As músicas vão saindo num processo natural. Fato é que ainda não conseguimos fazer nenhuma baladinha. Todas as músicas acabam tendo uma pegada, uma batida pra dançar. Mas é sem querer! Eu tenho um programa de rádio aqui, então escuto sempre muita coisa nova. E velha. Sempre tenho uma “banda da semana”. Acho que são essas que me influenciam mais na hora dos ensaios.
Tile Douglas: Particularmente não conheço nenhuma dessas bandas, minhas influências são outras. Mas a banda não tenta ser um “revival” de nada, apenas estamos fazendo um som que está nos satisfazendo...
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